Flores de Julho – Styrax ferrugineus

Entre os meses de maio e julho, as simpáticas e cheirosas flores do Styrax ferrugineus desabrocham para o mundo. Com sua delicadeza e seu aroma delicioso, essas flores de cara ganharam seu lugar entre as minhas favoritas!

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Flores do Styrax ferrugineus. Foto tirada em 02/Julho de 2012 em São Carlos (SP)

 

O Styrax ferrugineus, também conhecido como laranjinha do cerrado – por conta da aparência e do cheiro de suas flores – é uma árvore que vive nos cerrados brasileiros. Sua distribuição vai desde as terras maranhenses, ao norte, até o estado do Paraná, ao sul: no meio do ano, as pétalas brancas do Styrax perfumam os ares de grande parte do Brasil.

Várias aves, como o topetinho-vermelho da foto, apreciam o néctar do Styrax

 

As flores apresentam cinco pétalas, e os grandes estames amarelos produzem muito pólen. Beija-flores e abelhas e disputam pelo néctar das flores, que se apresenta em abundância e pode ser usado para a produção de mel. Enquanto procuram por alimento, esses animais podem acabar promovendo a polinização do Styrax ferrugineus.

Abelhas consomem o pólen e o néctar do Styrax, e podem ser as polinizadores dessa espécie de planta.

 

O tronco do Styrax produz uma resina aromática que é usada como incenso em cerimônias religiosas. Existem relatos de que essa planta pode ter propriedades medicinais contra alergias, febres e como antisséptica.

Essas foram algumas informações sobre esta que é uma das minhas árvores do cerrado favoritas! Espero que tenham gostado dela também!

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Carol

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Flores de Maio – Pyrostegia venusta

Muita gente já deve ter visto essa planta trepando em cercas à beira da estrada. As flores alaranjadas de Pyrostegia venusta, conhecida também como “cipó-de-São-João”, estão a toda nessa época do ano, colorindo os campos de todo o Brasil.

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O cipó-de-São-João vai escalando um grande Ipê. Fonte: http://guaranature.blogspot.com.br/2010/07/cipo-de-sao-joao-pyrostegia-venusta

Por florescer justamente nessa época do ano e pelo fato de suas flores serem abundantes vistosas, a Pyrostegia muitas vezes é usada em decorações de festas juninas. É daí que vem seu nome popular, “cipó-de-São-João”. As flores são longas e afiladas, as cinco pétalas são fundidas formando um tubo.

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As pétalas das flores são fundidas em um longo tubo alaranjado

O formato e a grande quantidade de néctar que as flores dessa espécie produzem são muito atrativos aos beija-flores, que acabam por polinizar a Pyrostegia. Aliás, não são só os beija-flores que gostam do néctar dessa planta… Acho que muitos curiosos que estão lendo o post já provaram um pouco desse líquido também!

Beija-flor bebendo néctar de Pyrostegia. Fonte: http://www.flickr.com/photos/wmlub/3773777182

O cipó-de-São-João é uma planta trepadeira: ele se arrasta pelo chão, pelas cercas, sobe em outras plantas, cobre o que estiver pelo caminho. Uma das estruturas que permitem que as trepadeiras cresçam desse jeito, escorando por aí, é a presença de gavinhas. No caso da Pyrostegia, a gavinha é um pedaço da folha que se modificou!

A folha inteira é dividida em três partes, chamadas folíolos. Dois desses folíolos são normais, mas o terceiro é modificado na forma de uma gavinha:

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Uma única folha de Pyrostegia é formada por três partes: dois folíolos normais e um folíolo modificado em gavinha

As gavinhas se enrolam em gravetos, ramos, arames, grama, em tudo! Dessa forma, elas permitem que a planta se escore em outros objetos.

Dizem que o cipó-de-São-João faz bem para a cútis! Não sei se isso é verdade, mas, tradicionalmente, as flores dessa espécie são usadas para o tratamento de vitiligo (manchas brancas que aparecem na pele). Além disso, suas folhas e raízes são remédio contra diarreia. Mas é preciso tomar cuidado, pois a ingestão excessiva dessa planta pode ser tóxica!

Por hoje é só!

Não deixe de observar as flores que aparecem pelo seu caminho (: